Cristiano Ronaldo esteve melhor na bancada do que Messi em campo



Ronaldo na bancada, Messi em campo, Real Madrid no comando. O clássico espanhol foi intenso, nem sempre bem jogado e deixou a equipa de Zidane na frente do campeonato graças a uma segunda parte em crescendo e golos de Vinícius e Mariano Diaz.

O regresso de Cristiano Ronaldo ao Bernabéu, pela primeira vez desde que saiu para a Juventus, atirou este clássico para um tempo não muito longínquo, mas do qual se sente alguma saudade.


Este novo duelo mostrou que Real Madrid e Barcelona estão distantes do que foram recentemente, apesar da rivalidade estar sempre presente do relvado à bancada. Neste domingo, para lá disso, havia a liderança da liga em causa.

O Real Madrid assumiu o papel de pretendente ao trono, mas o Barcelona saiu da primeira parte com a sensação de que o nulo o penalizava mais. Isto porque os catalães tiveram os principais lances de perigo, numa metade em que eles rarearam.

Courtois foi, assim, o segundo protagonista do Clássico. O primeiro, claro, era aquele que não o jogava: Ronaldo, sim, que tinha vários focos de atenção.

De volta ao relvado, o belga evitou um golo a Arthur e outro a Messi. Ou seja, o Real Madrid primeiro sobreviveu, depois golpeou o rival no segundo tempo.


Um pontapé de Isco e uma monumental defesa de Ter Stegen, aos 56 minutos, mantinham o resultado igual, mas mudaram o jogo.  Empolgado pelo lance, o Real Madrid lançou-se ao Barça, Piqué salvou uma cabeçada de Isco em cima da linha e Benzema atirou um golo quase feito para a bancada.

Três ocasiões consecutivas, que obrigaram o Barcelona a reagir. Como o fizeram os catalães? Com Messi a baixar no terreno, a pegar na bola, a pôr ordem no caos que se tornou o jogo. Porém, os catalães ficaram também longe da baliza de Courtois. Quique Sétien viu, lançou Braithwaite e isso foi decisivo.

Para mal do Barça, o reforço contratado ao Leganés viu-se numa situação defensiva e ficou com a tarefa de fechar à direita. Onde andava Vinícius, desde início, a lutar e a perder perante Nelson Semedo.

A troca momentânea, com o português a ficar com Benzema, deu azo a um passe para as costas da defesa, Vinícius entrou na área e rematou. Ter Stegen estava no lance, mas um desvio em Piqué fez a bola parar no fundo das redes catalães: 1-0 para o Real Madrid.


Um vislumbre de Messi aos 75 minutos, com Marcelo a impedir que o argentino entrasse na área e rematasse, foi o melhor que o Barça produziu antes dos eventos finais: uma cabeçada de Piqué para fora, a entrada de Mariano Diaz para o lugar de Benzema na compensação.

O avançado fixaria o resultado final, ao receber a bola de um lançamento lateral, deixar Umtiti para trás, entrar na área a bater o alemão pela segunda vez. A noite foi branca no Bernabéu, no dia em que Ronaldo lá voltou.

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