Racismo "AF Porto" : jovem sai pela segunda vez do campo por insultos racistas



Júnior do Leça do Balio garante ter sido alvo de racismo por parte de um adversário do Pedras Rubras

Patê Carvalho Djob, jogador dos Sub-19 do Leça do Balio, pediu neste sábado para ser substituído durante o duelo com o Pedras Rubras, após alegados insultos racistas.


O jovem do Leça do Balio ficou a chorar no balneário após o episódio, o segundo em pouco mais de um mês. Em janeiro, na visita ao Maceira da Maia, Patê Djob foi alvo de racismo por parte de adeptos – há um vídeo a comprovar isso mesmo – e abandonou igualmente o terreno de jogo.

«Hoje, de acordo com o testemunho do próprio jogador, que estava a chorar quando cheguei ao balneário, e dos responsáveis da equipa, aconteceram de facto insultos racistas por parte de um jogador do Pedras Rubras, que o fizeram querer sair do campo. Diz que foi chamado de preto e macaco. Já não é a primeira vez para ele, infelizmente. Vamos averiguar o que aconteceu», diz Arnaldo Tasca, presidente do Leça do Balio, ao Maisfutebol.
Este novo caso surge numa altura em que a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional lançaram campanhas contra o racismo, na sequência do episódio em torno de Moussa Marega. Já antes, porém, Patê Djob tinha solicitado a saída de campo por alusões à cor da sua pele.


A 4 de janeiro de 2020, na visita à Associação Escola de Futebol de Macieira da Maia, foram adeptos a proferir insultos racistas a Patê Djob. Nessa altura, o Leça do Balio fez uma exposição à Associação de Futebol do Porto, denunciando o caso.

«Nessa altura, houve um pequeno vídeo a comprovar os insultos vindos da bancada. Enviámos o vídeo na exposição que fizemos à AF Porto. Hoje, procurei saber junto da GNR se se tinham apercebido da situação mas disseram-me que não. O presidente do Pedras Rubras já me ligou, ficou de esclarecer a situação e garantiu que, a ser verdade, iremos promover já na próxima semana um encontro entre os dois jogadores para um pedido de desculpa», explica o presidente do Desportivo de Leça do Balio.

O dirigente admite que, infelizmente, estes casos são relativamente comuns, salientando a necessidade de ações concretas para a erradição do fenómeno: «Estamos a falar de miúdos de 18 ou 19 anos. São coisas que acontecem mas que não podem acontecer. Por vezes mais ninguém se apercebe, porque são insultos proferidos em voz baixa, ou são coisas quase invisíveis, mas que marcam e devem deixar de acontecer.»


Os juniores de Desportivo de Leça do Balio, Futebol Clube de Pedras Rubras (B) e Associação Escola de Futebol de Macieira da Maia disputam a Série 4 da 2.ª divisão do campeonato distrital de sub-19 da Associação de Futebol do Porto.

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