Champions: Leipzig vence em Londres e deixa Mourinho em apuros



O Leipzig deixou José Mourinho em apuros. Os alemães, estreantes nesta fase, vincaram a sua qualidade e venceram por 0-1. De resto, o resultado é francamente escasso tamanha a superioridade germânica.

Os primeiros dois minutos (sim, leu bem) descrevem-se com facilidade. Houve uma espécie atropelamento em que o peão escapou ileso. Os germânicos entraram com um ritmo de quem parecia ter tomado vários Red Bull e encostaram o Tottenham às cordas. Valeu Lloris a salvar os ingleses.




Logo aos vinte segundos, Schick rematou ao lado. Foi a primeira ameaça. No minuto seguinte, Angeliño apareceu na área e atirou ao poste com a bola a desviar ainda no guarda-redes dos spurs. Na insistência, o campeão do mundo gaulês impediu o golo de Werner.

A máquina criada por Nagelsmann carbura a uma velocidade impressionante e tem uma panóplia de recursos notável. A pressão quase asfixiante, o excelente posicionamento para recuperar a bola em zonas altas e a qualidade em posse do Leipzig colocaram o Tottenham em dificuldades.

Superado o susto, a equipa de Mourinho conseguiu sair em transição aos oito minutos. Bergwijn fugiu à defesa contrária e atirou em jeito para uma boa intervenção de Gulácsi.

Gedson foi titular, mas teve uma noite pouco inspirada e dos primeiros a ser preterido quando a formação londrino ficou em desvantagem. O português somou perdas de bola, nem sempre definiu com critério e qualidade, acabando, tal como os seus colegas, engolido pela superioridade contrária.

É verdade que o Leipzig jamais ameaçou marcar como nos minutos iniciais da partida embora tenha tido duas ocasiões, uma delas flagrante (por Werner) que Lloris defendeu com categoria.



Mourinho tentou contrariar a clara superioridade do Leipzig e alterou o esquema da equipa ao intervalo. Bergwijn juntou-se a Lucas Moura na frente de ataque, deixando Alli e Gedson nos corredores. Curiosamente os spurs até entraram melhor: Aurier cruzou rasteiro e Gulácsi defendeu com a luva direita o desvio subtil de Lucas.

O Leipzig voltou a assentar ideias e foi, com naturalidade, outra vez melhor. Num lance bem construído, Laimer foi abalroado por Davies na área (provavelmente um dos penáltis mais claros da história). Com a tradicional frieza germânica, Werner fez o 0-1.

Os alemães soltaram-se e estiveram pertíssimo do segundo. A jogada é absolutamente sensacional: começa no guarda-redes, vai da direita à esquerda, chega a Angeliño que cruza rasteiro. Werner simula e deixa a bola para Schick que permitiu que Lloris levasse a melhor no um contra um.



Mourinho lançou Ndombélé e Lamela, tirando Gedson e Alli (visivelmente insatisfeito por ter saído). O Tottenham não jogou melhor, mas teve mais perto de empatar. Jogou com alma e com orgulho. Lo Celso, o melhor em campo a par de Lloris, levou a bola ao poste da baliza de Gulácsi na sequência de um livre. Mais tarde, o húngaro travou novo pontapé livre do Tottenham desta feita da autoria de Lamela.

O cabeceamento de Lucas foi do canto do cisne para o Tottenham que vai à Alemanha em desvantagem, mas com a eliminatória em aberto. Aliás, o único fator positivo da noite para Mourinho são os números lisonjeiros da derrota. 

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