Renamo exige demissão de dirigente eleitoral



A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição no país, exigiu hoje a demissão do director geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) por "negligência" e "incompetência" na gestão do recenseamento eleitoral.



"Não nos resta mais nada senão exigirmos a demissão imediata do director geral de STAE", disse André Magibire, mandatário nacional da Renamo numa conferência de imprensa na sede do partido, em Maputo.

O recenseamento eleitoral iniciou-se no dia 15 de abril e terá duração de 45 dias.

A Renamo diz que "em quase todas" as províncias há avarias constantes de equipamento de recenseamento, como computadores e impressoras.

"Há muitas brigadas que não funcionam desde que o recenseamento arrancou", disse.

Por outro lado, o partido denuncia o facto de líderes comunitários nas províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Tete, Sofala "interferem" no processo de recenseamento, elaborando listas de quem se deve recensear ou não.

Após esta intervenção, desligam as máquinas, alegando avarias, o que obriga várias pessoas a regressarem a casa, sem se recensear, explicou.

A Renamo classifica a situação como um "teatro ridículo", uma "orientação" do partido no poder com vista a "excluir o maior número possível de membros e simpatizantes" do partido da oposição.

"Apelamos à Comissão Nacional de Eleições e aos seus órgãos de apoio a se desdobrarem no sentido de desmantelar essas práticas que consubstanciam a violação da legislação eleitoral, por forma a que o processo seja o mais abrangente e transparente", apelou.

O maior partido da oposição moçambicano apela ainda o envolvimento de entidade religiosas, diplomáticas, entre outras no processo de recenseamento.

O orçamento do recenseamento eleitoral custa 4 mil milhões (55 milhões de euros).

As eleições gerais estão marcadas para 15 de outubro.

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